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Edson Vieira desabafa sobre realidade da pandemia na A2 e cobra lideranças

Técnico do São Bento analisou a situação dos clubes em meio às paralisações

Gabriel Ambrós e Guilherme Medeiros Publicado em 25/05/2020, às 13h23

Treinador falou com exclusividade ao Escanteio SP
Treinador falou com exclusividade ao Escanteio SP - Foto: Divulgação/São Bento

Edson Vieira está preocupado com a realidade do futebol brasileiro pós-pandemia. Em entrevista exclusiva ao Escanteio SP, o técnico do São Bento lamentou as dificuldades atravessadas pelos clubes da Série A2 do Campeonato Paulista neste período e cobrou lideranças por um posicionamento mais contundente.  

"Para mim é um momento de profunda tristeza porque eu trabalho num clube que reduziu salário, que tem uma estrutura, mas aprendi uma coisa na minha vida: eu não gosto de olhar só pra mim", contou em live feita no Instagram.

"Eu quero falar da minha área, do que envolve o futebol. Tem muita gente desempregada. Tem gente da série A2 já desempregada, já foi feita a rescisão, comissões técnicas, outros não recebem há dois meses, vão para o terceiro mês, e já sabem quando voltar que serão comunicados que estão desempregados", seguiu.

 
 
 
 
 
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"Eu hoje estou em um clube correto, que apesar da diminuição de salário me dá condição de receber diante da lei, do que está previsto na carteira. Mas é muito dolorido o que está acontecendo, nós estamos vivendo algo surreal", explicou.

O São Bento é uma das poucas equipes da A2 que já conseguiu se movimentar e tem um elenco pronto para o retorno das atividades. 

VejaO que foi feito em dois meses de paralisação da Série A2?

Para Edson, as coisas vão demorar para voltarem a ser como antes, principalmente na questão econômica. O técnico prevê que demorará mais de um ano para que os clubes retomem a capacidade de investimento do período pré-pandemia. 

"Já vi gente falando em seis meses, eu falo em um ano para mais. Salários diminuirão e vacas magras no futebol brasileiro vão começar. Não tem como. Só que isso é uma bola de neve, não é só quem joga futebol que vive isso, são outros setores, são os empresários, a imprensa que vive do esporte, quem vende cachorro-quente e pipoca no campo, restaurantes e bares, é muito complicado", contou.

O treinador também cobrou posicionamentos mais contundentes de grandes figuras neste momento.

"Eu não vejo no futebol brasileiro nenhuma bandeira de nenhum líder, seja atleta ou treinador. Quem vocês viram nesse momento meter a bola no peito, dominar ela e tomar conta? Quem? É o lema do futebol brasileiro: cada quem cuida do seu", finalizou.